Cura do concreto

A cura é a fase de secagem do concreto, na linguagem da construção civil. Ela é importantíssima: se não for feita de modo correto, este não terá a resistência e a durabilidade desejadas. Ao contrário do que se possa pensar, para uma boa cura não basta deixar o concreto simplesmente secar ao tempo, já que o sol e o vento o secam imediatamente.

É um processo mediante o qual se mantêm um teor de umidade satisfatório, evitando a evaporação de água da mistura, garantindo ainda, uma temperatura favorável ao concreto durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes, de modo que se possam desenvolver as propriedades desejadas.

Basicamente, os elementos que provocam a evaporação são a temperatura ambiente, o vento e a umidade relativa do ar. Conseqüentemente, a influência é maior quando existe uma combinação crítica destes fatores.

As características superficiais são as mais afetadas por uma cura inadequada como a permeabilidade, a carbonatação, a presença de fissuração, etc. Nos concretos convencionais, com emprego de valores de relação água cimento(a/c) maiores que os dos concretos de alto desempenho há unanimidade em aceitar que a cura adequada é condição essencial para a obtenção de um concreto durável.

A cura do concreto deve ser iniciada imediatamente após o endurecimento superficial.

No caso de superfícies horizontais, isto acontece de duas a quatro horas depois de aplicado o concreto.

No caso das superfícies verticais é necessário tomar algumas precauções tais como: umedecer as formas e mantê-las saturadas após a concretagem.

As especificações indicam que se deve manter o concreto numa temperatura acima de 10°C e em condições de saturação, pelo menos durante os sete primeiros dias depois de lançado, para concretos produzidos com cimento Portland. Já com cimento comum de endurecimento mais lento deve ser mais prolongada. O Instituto Brasileiro do Concreto recomenda um tempo mínimo de cura de acordo com o tipo de cimento e relação água/cimento utilizada no concreto, a seguir reproduzida na Tabela 1. No entanto, quanto mais tempo durar a cura (até três semanas), melhor será para o concreto.

tabela1

A cura pode ser feita por um dos seguintes processos:

  • Cura úmida: deve-se manter a superfície do concreto úmida por meio de aplicação de água na sua superfície ou manter o concreto coberto com água ou totalmente imerso em água par evitar que ocorra evaporação da mesma.
  • Aplicação de folhas de papel (como por exemplo, sacos de cimento vazios), de tecidos (aniagem, algodão) ou camadas de terra ou areia (com espessura de 3 a 5 cm) mantido úmidos durante o período de cura;
  • Aplicação de lonas ou lençóis plásticos impermeáveis, de preferência de cor clara (para evitar o aquecimento excessivo do concreto). A prática mais comum é molhar o concreto por aspersão de água, e/ou usar panos ou papel para reter a umidade junto ao concreto o máximo possível;
  • Cura química: consiste em aspergir um produto que forma uma película na superfície do concreto e que impede que haja evaporação da água do concreto;
  • Cura ao ar do concreto: não são tomados cuidados especiais para se evitar a evaporação prematura da água necessária para a hidratação do cimento.
  • Cura térmica: feita em câmaras, contribui para a otimização do traço ao mesmo tempo em que garante a umidade necessária ao concreto, acelerando a velocidade de ganho de resistência pelo aquecimento. É considerada a cura mais eficiente e é muito utilizada em empresas que trabalham com concreto pré-moldado, pois reduzindo o tempo de cura permite a utilização das fôrmas, leitos de protensão e equipamentos de cura em intervalos mais freqüentes, reduzindo as áreas de estocagem e permitindo colocar peças em serviço em um período menor ao que se teria se fosse utilizado um procedimento de cura convencional. Para se evitar danos às peças, deve-se seguir um ciclo de cura (Gráfico 1 – Bardella apud CAMARINI, 1995) observando-se os seguintes períodos:

temperatura

Fonte:/www.respostatecnica.org.br

Elaborado por: Mirian de Almeida Costa

Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico – CDT/UnB



08/10/2009 | Dicas
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3 comentários para “Cura do concreto”

  1. Humberto disse:

    Excelente; Eu tenho uma enpresa de pré-fabricados, lajes e outros.
    o meu processo de cura é um tanqui de água; melhorando assim a rezistencia da mesma.
    O que o senhor acha do uso do gelo para regular a tenperatura do comcreto?

    Professor com eu posso acha a rezistencia do comcreto que é MPA.

    so Mestre de Obra.

    Obrigado por comtribui com essa materia.

  2. diovany disse:

    Olá Humberto

    Obrigado pela visita ao site.

    Apenas esclarecendo que eu não sou professor, sou apenas engenheiro civil e de segurança do trabalho

    Desenvolvi este site principalmente para divulgar os assuntos relacionados a construção civil.

    Todos os artigos e notícias relacionadas neste site são escritos por outros profissionais.

    Agora com relação a adição de gelo ao concreto, sugiro que leia a seguinte matéria: http://www.concrebras.com.br/site.php?pagina=noticia&noticia=68&PHPSESSID=3ef39dfe21f58ae8afee2f743ea11889

    Att.

    Engº Diovany

  3. Gilmara disse:

    Gostaria de fazer uma pergunta. Sou arquiteta e estou vivendo na Patagonia Argentina. O clima aqui é bastante frio, estando nesta época do ano com média de 6 graus. Também é muito seco e tem muito vento. Vou fazer uma ampliação na minha casa e tenho dúvidas sobre o traço do concreto e o tempo de cura e como proceder com esta cura?
    Obrigada

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